Como uma equipa de voluntários reconstruiu uma aplicação municipal que o fornecedor abandonou
Quando a empresa por detrás de uma aplicação de serviço municipal se foi embora, um grupo de residentes ensinou-se a programar e reconstruiu-a eles próprios.

A aplicação tinha sido motivo de orgulho. Depois, a empresa que a construiu decidiu que o contrato era demasiado pequeno, os utilizadores demasiado poucos. Foram-se embora, levando o código consigo.
Um grupo de utilizadores enfrentou uma escolha: encontrar outra coisa, ou construí-la eles próprios. Escolheram construir.
Aprender no trabalho
Nenhum deles era programador profissional quando começaram. Incluíam uma bibliotecária, um eletricista reformado e um estudante universitário que tinha feito um curso introdutório de programação.
Ao longo de seis meses, reconstruíram a aplicação do zero — lendo documentação à noite, fazendo perguntas em fóruns, falhando e tentando de novo. A nova versão foi lançada com menos funcionalidades e uma interface menos polida, mas funcionava, e pertencia às pessoas que a usavam.
“Não sabíamos que não podíamos fazê-lo. Por isso fizemo-lo.”
A cidade assinou um contrato de manutenção com uma cooperativa local formada pela equipa. A aplicação custa uma fração do que o fornecedor cobrava, e o código fonte é público — para que ninguém a possa tirar novamente.


